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Fundamentos – Combate à Evasão Escolar

Fundamentos constitucionais, legais e normativos do Projeto de Combate à Evasão Escolar:

Conselho Nacional de Justiça. Resolução nº 70, de 18 de março de 2009:

“Dispõe sobre o Planejamento e a Gestão Estratégica no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências”

“Art. 1° Fica instituído o Planejamento Estratégico do Poder Judiciário, consolidado no Plano Estratégico Nacional consoante do Anexo.
(…)

V – 15 (quinze) objetivos estratégicos, distribuídos em 8 (oito) temas:
a) Eficiência Operacional:

Objetivo 1. Garantir a agilidade nos trâmites judiciais e administrativos;
(…)

b) Acesso ao Sistema de Justiça:

Objetivo 3. Facilitar o acesso à Justiça;

Objetivo 4. Promover a efetividade no cumprimento das decisões;

c) Responsabilidade Social:

Objetivo 5. Promover a cidadania;
(…)

e) Atuação Institucional:

Objetivo 8. Fortalecer e harmonizar as relações entre os Poderes, setores e instituições;

Objetivo 9. Disseminar valores éticos e morais por meio de atuação institucional efetiva;

Objetivo 10. Aprimorar a comunicação com públicos externos;”

Conselho Nacional de Justiça. Resolução nº 125, de 29 de novembro de 2010:

“Dispõe sobre a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências.”
(…)

“CONSIDERANDO que a eficiência operacional, o acesso ao sistema de Justiça e a responsabilidade social são objetivos estratégicos do Poder Judiciário, nos termos da Resolução/CNJ nº 70, de 18 de março de 2009;

CONSIDERANDO que o direito de acesso à Justiça, previsto no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal além da vertente formal perante os órgãos judiciários, implica acesso à ordem jurídica justa;

CONSIDERANDO que, por isso, cabe ao Judiciário estabelecer política pública de tratamento adequado dos problemas jurídicos e dos conflitos de interesses, que ocorrem em larga e crescente escala na sociedade, de forma a organizar, em âmbito nacional, não somente os serviços prestados nos processos judiciais, como também os que possam sê-lo mediante outros mecanismos de solução de conflitos, em especial dos consensuais, como a mediação e a conciliação;
(…)

Capítulo I

Da Política Pública de tratamento adequado dos conflitos de interesses

Art. 1º Fica instituída a Política Judiciária Nacional de tratamento dos conflitos de interesses, tendente a assegurar a todos o direito à solução dos conflitos por meios adequados à sua natureza e peculiaridade.

Parágrafo único. Aos órgãos judiciários incumbe, além da solução adjudicada mediante sentença, oferecer outros mecanismos de soluções de controvérsias, em especial os chamados meios consensuais, como a mediação e a conciliação, bem assim prestar atendimento e orientação ao cidadão.”

Constituição da República:

“Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

“Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
(…)”

“Art. 208 (…)

§ 3º – Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.”

“Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)

I – erradicação do analfabetismo;

II – universalização do atendimento escolar””

“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)”

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I – a soberania;

II – a cidadania;

III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V – o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

V – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;”

Lei nº8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente):

“Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”

“Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais.”

“Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

(…)

V – acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.”

“Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:

I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
(…)

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
(…)

§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola.”

“Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.”

“Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:

I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;

II – por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;

III – em razão de sua conduta.”

“Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:

I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;

II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;

III – matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;”

“Art. 129. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável:
(…)

V – obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar;”

“Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para:
(…)

IV – conhecer de ações civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos à criança e ao adolescente, observado o disposto no art. 209;
(…)

VI – aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção à criança ou adolescente;

VII – conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis.”

“Art. 236. Impedir ou embaraçar a ação de autoridade judiciária, membro do Conselho Tutelar ou representante do Ministério Público no exercício de função prevista nesta Lei:

Pena – detenção de seis meses a dois anos.”

“Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio poder poder familiar ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim determinação da autoridade judiciária ou Conselho Tutelar:

Pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.”

Código Penal

“Art. 246 – Deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar:

Pena – detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.”

Código de Normas da Corregedoria-Geral da Justiça do Paraná

“8.5.1 – Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente poderá aplicar, dentre outras, as medidas previstas no art. 101, ambos do ECA.”

“8.5.1.1 – As medidas previstas no Título II, Capítulo II, do ECA, poderão ser aplicadas, isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.”

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Resultados – Combate à Evasão Escolar

A rede de atendimento do projeto ‘Combate à Evasão Escolar’ funciona de forma significativa em todos os seis municípios da região, não apenas na área da educação, mas também em diversos outros setores. E mesmo quando do advento de mudanças das Administrações Municipais e dos Conselhos Tutelares em razão de eleições não há interrupção do trabalho em rede.
Além disso, em razão da proximidade do Poder Judiciário e do Ministério Público da rede é perceptível o aumento da motivação de seus integrantes na busca da solução dos problemas encontrados.

Pode-se observar que os índices de evasão vêm diminuindo ano a ano. Verificou-se ainda um aumento no número de matrículas de alunos adolescentes no EJA (Educação de Jovens e Adultos), público mais difícil de convencer a voltar às salas de aula.

Dados do Núcleo Regional de Educação de União da Vitória apontam que, de um universo de 400 crianças e adolescentes que deixaram as salas de aula em 2011, mais da metade – 250 alunos – retornaram à escola logo depois de iniciarem a participação no programa por meio das audiências coletivas.

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Por que? – Combate à Evasão Escolar

O programa surgiu primeiramente com o intuito de conscientizar e diminuir os índices de evasão escolar, entretanto, objetivou-se também buscar o efetivo acompanhamento da família e da escola, bem como da sociedade como um todo, avaliando inclusive, o aproveitamento escolar dos alunos, o que a médio prazo evitam-se futuros casos de crianças e adolescentes evadidos.

Outra questão que merece destaque é a rede de atendimento às crianças e adolescentes, que de maneira efetiva trabalha em conjunto, com participação espontânea de todos os entes públicos não apenas na área da educação, mas também em todas as outras frentes de atendimento das demandas envolvendo crianças e adolescentes.

É importante demonstrar também que a rede funciona de forma preventiva, buscando evitar situações constrangedoras nas escolas, como o conhecido Bullying, também uma causa de evasão escolar.

Segundo levantamento realizado pelo IBGE em 2009, quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo que a maioria das vítimas era do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes. (Fonte: IBGE/2009)

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Quando é feito – Combate à Evasão Escolar

O projeto não possui regras e procedimentos fixos, mas uma série de medidas, que são adotadas de acordo com as peculiaridades de cada cidade, e até mesmo das diferentes regiões e bairros de cada ente municipal.

De modo geral, o projeto funciona com a coleta inicial de dados de evasão (em atuação conjunta entre as escolas, secretarias municipais e Conselho Tutelar), passando para as audiências coletivas, e depois atendimentos localizados, coletivos e individuais. Além disso, paralelamente há previsão de aproximação dos órgãos de imprensa local, para multiplicação do assunto junto à mídia e à população em geral, assim como junto ao meio estudantil e universitário.

Também faz parte do projeto a atuação efetiva e contínua do Juiz de Direito e do Promotor de Justiça que atuam na Vara da Infância e Juventude, de modo a participar pessoalmente (no início do ano letivo) de todos os eventos na área, assim como buscar a capacitação da rede de atendimento, para atuação independente.

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Quem faz – Combate à Evasão Escolar

O ‘Combate à Evasão Escolar’ é coordenado pelo juiz Carlos Eduardo Mattioli Kockanny, e trabalha em parceria com vários entes públicos como o Núcleo Regional de Educação, Ministério Público do Paraná e Secretaria Estadual de Educação do Paraná. A ideia de programar um conjunto de medidas, praticados por várias instituições, surgiu de conversas com professores do Núcleo Regional de Educação local (vinculado à Secretaria Estadual de Educação do Paraná), assim como, com o representante do Ministério Público que atua na Vara da Infância e Juventude do Fórum.

Diante da grande quantidade de casos levantados no início do ano de 2008, foram realizadas primeiro audiências coletivas envolvendo pais, mães e responsáveis pelos alunos evadidos dos seis municípios da Comarca. Posteriormente, uma série de medidas foram adotadas, algumas ainda de ordem coletiva, outras já em trabalhos individualizados, iniciando também a identificação dos motivos da evasão escolar na Comarca de União da Vitória.

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Onde – Combate à Evasão Escolar

O ‘Combate à Evasão Escolar’ é realizado na Comarca de União da Vitória, e atende além da sede da Comarca, as cidades lindeiras: Cruz Machado, Porto Vitória, Bituruna, General Carneiro, Paula Freitas e Paulo Frontin.

Anualmente são orientadas cerca de 600 a 700 famílias na região nas audiências coletivas. Porém, como a atuação é constante e contínua, a partir de 2010 é possível afirmar que todas as famílias que possuem alunos evadidos foram atendidos pela rede de proteção dos Municípios da Comarca, atendimentos estes que são incrementados ano a ano, desde o início do projeto.

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